Sou um homem aprisionado nas intrigas da paixão.
Sou a paixão latente, que fere e cura o coração.
Eu sou coração.
Ver já não é mais como antes... Via e sentia. Via e me tornava.
Agora apenas enxergo. Translúcida, porém vazia.
Distorcida paixão
Que outrora interrompia meu olhar... agora a trespassa.
Toque sutil que envolvia, não mais há.
O fascínio, a admiração, o arrepio...não mais há. Em que se tornou?
A que se destinou?
Amor... não mais.
Vida antes vivida... agora despedida.
Lamentos que ficam... talvez saudades incontidas.
Por que não partem junto com tudo que foi partido?
Por que ainda devaneiam nos vãos de meu coração?
Sou um coração que ao bater... se quebrou.
Sou pedaços de algo antes singelo e único.
Sou a unidade que restou desse amálgama de você e eu, paixão e amor.
Eu sou amor... que não mais há.
O que sou então?
G.M.
Coração Aflito - Escrituras Greccorianas
Nenhum comentário:
Postar um comentário